Crônicas,Poesias e afins

Leiam,critiquem,deêm suas opiniões.

2 de junho de 2008

Carta despedida a um amor inacabado

   

    Acho que nunca existimos de verdade, existiram coisas além de nós, que não cabiam num menor espaço que fosse, daquilo que se pode julgar como real.Palavras inexatas e avulsas, mas que juntas sempre conseguiam dizer o que estávamos sentindo.E mesmo quando estas faltavam, havia também os olhares, estes então,eram tradutores fieis dos sentimentos.
    Não creio ser possível explicar o que de fato acontecia, era alógico demais, ou talvez  fosse tão normal a ponto de me parecer estranho.
Quando as coisas se apresentaram em extrema perfeição em nossas vidas, não conseguimos aceitá-Ias. Não nos achamos capazes de merecê-as.Buscamos tanto, e quando chegou o fim, não conseguimos perceber que ele havia chegado, continuamos a procurar algo que já estava dentro de nós. Sonhamos demais, quando a realidade era o próprio sonho de nós mesmos.
    Nosso amor não se perpetuou, todavia, a quem diga que é assim mesmo, e mesmo que isto não console, talvez explique um pouco todas as coisas. Preferimos viver em nossa eterna ilusão a existir, nessa efêmera realidade.

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26 de maio de 2008

O que aconteceu?

 

    Não sei se foi sonho,se foi realidade ou se foi um pouco dos dois,lembro-me de gritar para que eles se calassem,eles então ficaram em silêncio,eu disse algo que não me lembro,pode ser sonho,já que não costumo lembrar de sonhos.Mas de repente ouvi um choro no quarto ao lado,fui ver o que era,o casal estava abraçado e a mulher consolava o homem que gemia de tanto chorar,e este momento parece ter sido real,não parecia sonho,eu então sentei na cama,pedi desculpas para o homem,ele chorava por algo que eu tinha dito(mas eu não sei o que disse), logo após ter pedido para que se calasse.Depois voltei para meu quarto e fui dormir,mas fui dormir de verdade ou fui dormir no sonho? Não sei.
    Quando acordei pela manhã, a primeira coisa que me perguntei foi se aquilo realmente havia acontecido.(aquilo o quê?).Fiquei com medo de perguntar a alguém,fiquei com medo de que fosse realidade,preferi acreditar que tivesse sido um sonho mesmo.Cruzei com a mulher – a que consolava o marido – algumas vezes pela casa,mas nada ela disse,muito menos eu,passei algumas vezes também pelo homem,nós nunca nos falávamos muito,nem nos olhávamos,não dava para saber se ele estava sentido com algo que TALVEZ tivesse acontecido na noite anterior.
    Agora,descrevendo o acontecido,consigo me lembrar de uma mulher que dormia num outro quarto,talvez ela tivesse ouvido algo,caso fosse realidade,ou talvez pudesse me confirmar que tudo foi uma quimera minha,mas também não tive coragem de perguntar nada a ela.Eu quis,quero ainda acreditar que foi uma utopia mesmo,mas droga….Está difícil….Parecia tão…tão…Real,esta talvez seja a palavra que eu não queira escutar,não quero correr o grande risco de ouvir que tudo aconteceu,que eu disse coisas impensáveis que nem lembro.Ilusão ou realidade,o fato é que não era eu,não era eu quem estava falando aquilo na vida ou na minha mente,alguém usava meu corpo talvez,para falar coisas quaisquer sobre sei lá o quê.
    Se for realidade,será que aquele casal vai me perdoar pelo que eu nem sei o que disse? Com certeza foram palavras que machucaram àquele homem,ele se desfazia em prantos,meu Deus.Nada mais faz sentido,nem o homem,nem a mulher que o abraçava,nem a outra que dormia.Sim!Se nada faz sentido, então posso concluir que foi um sonho…Mas não,quase me esqueço que a realidade faz menos sentido ainda,vou ficar com a dúvida,engasgar-me-ei com ela e morrerei sufocado,sem ar,sem último suspiro,sem nada.

criado por planando    20:43 — Arquivado em: Sem categoria

7 de maio de 2008

10 mitos e 10 verdades sobre o ateísmo

1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.

Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam freqüentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida. A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é… bem… insignificante.

2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade.

Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles era muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originam cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.

3) Ateus são dogmáticos.

Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras eram tão prescientes das necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71) uma vez: “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”.

4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.

Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas idéias invocam o conceito de tempo, e estamos falando sobre o surgimento do próprio espaço-tempo.

A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu maravilhoso livro, “A Ilusão de Deus”, isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo “seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.

5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.

Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus – alguns cientistas parecem conseguir isto –, não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Tomando a população americana como exemplo: A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do público geral acreditam em um Deus pessoal; entretanto, 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.

criado por planando    14:36 — Arquivado em: Sem categoria

6) Ateus são arrogantes.

Quando os cientistas não sabem alguma coisa – como por que o universo veio a existir ou como a primeira molécula auto-replicante se formou –, eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com freqüência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.

7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.

Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar estas experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova? Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta podem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? Nem mesmo remotamente – porque hindus, budistas, muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam experiências similares regularmente.

Não há, na verdade, um único cristão na Terra que possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba, muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.

8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do conhecimento humano.

Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que nem os religiosos podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo; mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também podem admitir que se extraterrestres brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão lhes será menos impressionante do que são para os humanos ateus.

Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam completamente a real beleza e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.

9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade.

Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “wishful thinking” e “auto-enganação”. Há uma profunda diferença entre uma ilusão consoladora e a verdade.

De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem ser certamente questionados. Na maioria das vezes, parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos atualmente disponíveis. Pergunte a si mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?

10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.

Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão – já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.

Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais atentamente. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão – e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem que escravidão é uma abominação. Tudo que há de bom nas escrituras – como a regra de ouro, por exemplo – pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo.

Fonte: http://ateus.net/artigos/ateismo/10_mitos_e_10_verdades_sobre_ateismo.php

criado por planando    14:25 — Arquivado em: Sem categoria

6 de maio de 2008

Chega de hipocrisia

     Faço-lhe um desafio,tente ficar sem mentir uma semana inteira ,mas não falo das grandes mentiras que podem mudar o rumo de sua vida,tente não proferir aquelas pequenas do dia-a-dia,aquelas que passam despercebidas,aquelas que quem ouve sabe que é,mas quem diz tenta se convencer da sua veracidade.
     Quando você for visitar aquela sua tia que cozinha super mal,e ela te convidar para almoçar,não diga que já almoçou e que não está com fome,diga a verdade, que a comida dela é ruim e que você não agüenta nem sentir o cheiro daquela gororoba.Quando seu vizinho lhe chamar para a igreja dele,diga o que primeiro vier à mente,que você odeia a igreja dele e a música góspel que ele coloca acordando a todos logo pela manhã.
     Quando a moça do cartão ligar,não diga que não está interessado em cartões e blá,blá,blá…Diga o quão puto você está com ela que está lhe roubando preciosos minutos de vida,pergunte como ela conseguiu seu telefone se você nunca ouviu falar naquela empresa.Quando lhe perguntarem como você está, fale a verdade,diga que suas dívidas estão tirando seu sono,que você está com uma tosse fudida e que acha que sua mulher está te traindo com o vizinho (aquele mesmo que te chamou para a igreja).
     Quando sua amiga que está indo para o baile lhe perguntar se a roupa ficou boa,seja sincero,diga que o que ela tem de bunda lhe falta de cérebro. Quando você for na entrevista de emprego e lhe pedirem para falar um pouco de você, fale um pouco de como você odeia trabalhar com público e que deixa toalha molhada em cima da cama.
     Tente,mas muito cuidado é claro,para não deixar escapar nenhuma meia verdade,a verdade quer ser completa,se muitos lhe acharem antipático,não se preocupe,é absolutamente normal. E que o mundo inteiro te odeio enfim,mas que você possa gritar: “Chega de hipocrisia”.

PS. Se você não gostou de nada disso,comece sua semana de sinceridade agora

PS.2 E faça sua semana durar por toda vida

criado por planando    13:42 — Arquivado em: Sem categoria

15 de abril de 2008

Poesia

Pensar é muito exato
As melhores coisas acontecem
Sem que as tenhamos imaginado
Pensar é aversão
A toda e qualquer forma de razão
Pensar é muito chato
Pense bem nisso…

criado por planando    15:02 — Arquivado em: Sem categoria

Poesia

Não feche os olhos agora
Por muito tempo esperamos essa hora
Deste sol outonal nos atingir
Não caia em prantos
Encontre você mesmo dentro de si
Já bastam tantos fracos
Que chorando,deixaram de enxergar
Aquilo que nos fez sempre sorrir
E saiba, que sempre é a última vez
Mas nunca será o fim
A verdade vai surgir
Como um raio fúlgido nesta escuridão
Neste único céu azul,puríssimo como o amor.

criado por planando    14:59 — Arquivado em: Sem categoria

Poesia

Tivesse eu dado valor ao que merecia
Ter mais chorado pelos cantos
E compartilhado as alegrias

Tivesse eu acreditado
Naquele brilho de lua
Que todo me envolvia
Até em noites mais escuras

Tivesse eu de volta
Todo tempo perdido
O mundo inteiro em minhas mãos
Todas as portas abertas

Tivesse eu morrido
Antes ainda mesmo de nascer
Pois o que se esconde dos olhos
É somente aquilo que os olhos podem ver

criado por planando    14:52 — Arquivado em: Sem categoria

Poesia

 

Difícil é esperar o sol…

Contentarmo-nos com o anoitecer não é tão ruim
Ver as estrelas caindo, e pensar:
“Quem sabe um dia caia uma perto de nós”

Há sempre um lado bom em tudo
Ouvir o barulho das ondas no mar
Ouvir a sua voz

Perder-se na efemeridade das próprias palavras,
Das próprias mentiras, de uma mente pecaminosa.
E nada é tao complicado mesmo assim .

Difícil mesmo, é esperar o sol.

criado por planando    14:42 — Arquivado em: Sem categoria

13 de abril de 2008

Pequena história de amor

  

    Aurélio escrevia uns poemas,uns poemas bem ruins até.Mas Joana adorava,além de achar o máximo ter um namorado poeta.Ela pintava uns quadros,que por sinal não saiam muito legais,mas Aurélio adorava,achava-os lindo,comparava a Picasso,e Joana era toda alegria quando o ouvir dizer isso.Ele sempre ia buscá-la na faculdade,e sempre tomavam sorvete na mesma sorveteria,Joana tomava de chocolate e Aurélio de morango,ele odiava sorvete de chocolate e ela odiava de morango.
    Muitas vezes paravam no meio do caminho até em casa,para alugar filmes,Joana adorava filmes de terror, Aurélio não podia compreender porquê acontecia essa contrariedade entre eles, pois logo era ele que amava comédia romântica.Por fim,cada um alugava um filme de seu gênero preferido.Em casa, Joana o convencia a assistirem o de terror primeiro, e Aurélio nunca dizia que não.Depois do susto,viam o romance,e sorriam e se beijavam e faziam amor como se sempre o fizessem pela primeira vez,depois eles adormeciam abraçados,ouvindo blues antigo.
    De manhã quando ele acordava,aos doces beijos dela,o café da manhã já estava pronto à mesa. Joana não gostava de pão doce,Aurélio poderia viver cem anos comendo apenas isso,e achava o pão francês de Joana grande caretice,leite para ele nem pensar,tomava café forte,puro e sem açúcar,Joana o servia,mas não sem antes criticá-lo dizendo que leite fazia bem para os ossos,Aurélio dava de ombros.
    Finalmente saíam,ela para um lado da cidade indo para a faculdade,ele para o outro indo para o trabalho,Joana ia de metrô para chegar mais depressa, Aurélio odiava o fato de andar por baixo da terra e preferia pegar um táxi.No fim do dia tudo ia se repetir,todos os dias pareciam iguais, mas só para quem está vendo de fora mesmo, pois para eles, cada segundo de vida – ao menos quando estavam juntos – era diferente, e diferente demais eram os dois, mas essas disparidades se cruzavam perfeitamente como os dois olhares apaixonados que tinham.

criado por planando    14:38 — Arquivado em: Sem categoria
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